Aparentemente um "diário" é algo oferecido com o simples intuito de oferecer algo, e aparentemente alguns rascunhos preenchem-no com o intuito de dar razão à oferta, sendo que mais tarde ou mais cedo, essas mesmas palavras deixam de fazer qualquer sentido.
Hoje leio o que, em tempos escrevi (des) interessadamente, e sinto algo inexplicável sobre mim mesma. É incrível a forma como sentimos a vida, e de forma tão determinada, como se detivéssemos o poder da razão, mas que logo é contrariado pela inconstância das nossas percepções e sentimentos. Um dia sorrimos para alguém, no dia seguinte choramos e logo de seguida esse alguém já nos é indiferente. O termo "Amizade", inigualável, é "sentido" com demasiada frieza ao ser vulgarmente enunciado. O Amor então... culpado dos nossos "pequenos fracassos" que hoje são ridicularizados por nós mesmos!
Porém, efémero ou não, é tudo descrito com paixão franca e pura, com certezas de que nada nos detém e de que tudo vai mudar porque somos bons demais ou simplesmente, porque somos vítimas da nossa, ainda não percebida, ingenuidade.
No fundo, há algo "ainda nosso" nestes registos, bem ou mal percepcionados. Os desafios que precisámos de enfrentar existiram mesmo, foram reais e aquilo que hoje nos pode suscitar dúvida é explicado nas palavras soltas que um dia escrevemos sem perceber bem porquê!